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quarta-feira, 8 de maio de 2013

CRÍTICA DOCUMENTÁRIO "Trabalho Interno" revela crime financeiro revoltante Longa de Charles Ferguson, narrado por Matt Damon, concorre a Oscar ANDRÉ BARCINSKI CRÍTICO DA FOLHA "Trabalho Interno" é um documentário sobre a crise econômica global de 2008. Mais que isso, é um filme sobre um crime, sobre como Wall Street, em conluio com lobistas e com a complacência das agências reguladoras do governo dos EUA, tramou para ganhar trilhões arruinando seus investidores. O filme é narrado por Matt Damon e está indicado ao Oscar de melhor documentário. O diretor, Charles Ferguson, um cientista político que já havia feito o ótimo "No End in Sight" (sem final à vista), tem um conhecimento profundo do mercado, tendo faturado muito dinheiro com empresas de software. Ele mostra também um estilo sóbrio e frio de entrevistar, frequentemente fazendo as perguntas mais pertinentes e certeiras da maneira mais impassível. O resultado é absolutamente revoltante. Ouvir homens de governo e banqueiros tentando se esquivar do que foi uma ação criminosa, executada com total conhecimento das consequências, é de fazer o sangue ferver. Todos os dias, somos tão bombardeados por imagens de políticos e "homens sérios" sentados em tribunais e salões, que às vezes não paramos para prestar atenção de verdade no que está sendo falado. Ferguson não. Ele mostra dezenas de imagens de arquivo em que engravatados tentam justificar o injustificável: que bancos e instituições financeiras, apoiados por uma fiscalização leniente, conspiraram para arruinar seus próprios clientes e faturaram alto apostando contra eles. Uma das entrevistadas é uma cafetina que prestava serviços a executivos de Wall Street. Ela conta detalhes das festinhas de arromba que rolavam enquanto, no mundo real, milhões de pessoas perdiam suas economias. O filme mostra também a arrogância dessas pessoas, que se julgavam intocáveis. Pensando bem, devem ser mesmo, já que ninguém foi processado até hoje.

CRÍTICA DOCUMENTÁRIO 

"Trabalho Interno" revela crime financeiro revoltante

Longa de Charles Ferguson, narrado por Matt Damon, concorre a Oscar 

ANDRÉ BARCINSKI
CRÍTICO DA FOLHA 

"Trabalho Interno" é um documentário sobre a crise econômica global de 2008. Mais que isso, é um filme sobre um crime, sobre como Wall Street, em conluio com lobistas e com a complacência das agências reguladoras do governo dos EUA, tramou para ganhar trilhões arruinando seus investidores. 
O filme é narrado por Matt Damon e está indicado ao Oscar de melhor documentário. 
O diretor, Charles Ferguson, um cientista político que já havia feito o ótimo "No End in Sight" (sem final à vista), tem um conhecimento profundo do mercado, tendo faturado muito dinheiro com empresas de software. 
Ele mostra também um estilo sóbrio e frio de entrevistar, frequentemente fazendo as perguntas mais pertinentes e certeiras da maneira mais impassível. O resultado é absolutamente revoltante. 
Ouvir homens de governo e banqueiros tentando se esquivar do que foi uma ação criminosa, executada com total conhecimento das consequências, é de fazer o sangue ferver. 
Todos os dias, somos tão bombardeados por imagens de políticos e "homens sérios" sentados em tribunais e salões, que às vezes não paramos para prestar atenção de verdade no que está sendo falado. Ferguson não. 
Ele mostra dezenas de imagens de arquivo em que engravatados tentam justificar o injustificável: que bancos e instituições financeiras, apoiados por uma fiscalização leniente, conspiraram para arruinar seus próprios clientes e faturaram alto apostando contra eles. 
Uma das entrevistadas é uma cafetina que prestava serviços a executivos de Wall Street. Ela conta detalhes das festinhas de arromba que rolavam enquanto, no mundo real, milhões de pessoas perdiam suas economias. 
O filme mostra também a arrogância dessas pessoas, que se julgavam intocáveis. Pensando bem, devem ser mesmo, já que ninguém foi processado até hoje. 

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